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quarta-feira, 6 de março de 2013

Não há candidatos definidos antes do conclave, afirma Dom Odilo


O cardeal brasileiro Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, afirmou nesta terça-feira (5), em entrevista à Radio Vaticano, que não há nomes definidos à sucessão de Bento XVI antes do conclave – reunião secreta que elegerá o novo pontífice.
“Dizer que antes do conclave já se tenha os candidatos prontinhos faz parte da fantasia, mas não é a realidade do que realmente significa daqui para frente o trabalho do Colégio Cardinalício”, afirmou.
De acordo com ele, o conjunto de reflexões feitas durante as congregações – encontros pré-conclave – é que irá traçar o perfil do novo pontífice.
“No meio de todas essas considerações, vai se esculpindo também o perfil daquele que deve assumir o papel de sucessor de Pedro [...] os cardeais vão se reunir e, com muita transparência, fraternidade e senso de responsabilidade, vão fazer as reflexões sobre o que a Igreja precisa fazer daqui em diante”, afirmou.
A declaração de Dom Odilo ocorre em meio a notícias por parte da imprensa italiana de que o nome do Arcebispo de São Paulo tem sido cotado como forte candidato para suceder o Papa Emérito Bento XVI, que renunciou em 28 de fevereiro.Os cardeais participaram nesta terça-feira (5) da terceira congregação geral, entre eles, 110 dos 115 eleitores que vão escolher o futuro pontífice. Os cardeais ainda não definiram a data do início do conclave.

Vocalista do Charlie Brown Jr é encontrado morto em SP

No início da manhã, policiais civis e militares e peritos estavam no prédio do cantor. O delegado Luiz Romani, do 14º Distrito Policial, em Pinheiros, disse que ainda não é possível dizer a causa da morte do vocalista. A causa será determinada pela perícia. Romani disse apenas que Chorão estava sozinho em seu apartamento e que o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
A apresentadora Sônia Abrão, prima do cantor, chegou ao prédio por volta das 8h.O cantor e letrista liderava a banda que foi formada e estabelecida na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, em 1992. Em 15 anos de carreira, a banda lançou nove álbuns de estúdio, dois discos ao vivo, duas coletâneas e seis DVDs.Ao todo, o grupo vendeu 5 milhões de cópias. Além de vocalista, Chorão era o compositor das letras do Charlie Brown Jr e o responsável pelo direcionamento artístico e executivo da banda. Em 2005, o trabalho "Tâmo aí na atividade” foi premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro, o que se repetiu em 2010 com "Camisa 10 joga bola até na chuva".No ano passado, o Charlie Brown Jr. lançou “Música Popular Caiçara”, álbum ao vivo que marcou o retorno dos integrantes Marcão e Champignon à banda. Eles haviam deixado o grupo em 2005. Das 15 faixas do CD, a única gravada em estúdio é "Céu azul".Chorão foi o único integrante do Charlie Brown Jr que permaneceu no grupo em todas as suas fases. Paulistano, Chorão adotou a cidade de Santos desde a juventude, onde criou a banda. Seu apelido foi dado ainda na adolescência, quando ele não sabia andar de skate e ficava apenas olhando os amigos. Um deles, então, pediu que o jovem não chorasse. Segundo a GloboNews, a infância de Chorão foi difícil por conta da separação dos pais. Ele largou a escola na sétima na série.O vocalista é também roteirista do filme "O magnata" (2007), do diretor Johnny Araújo, e do longa “O cobrador”, ainda em andamento. Como empresário, administrou marcas de skate, como a DO.CE, fundada por ele em 2009, e viabilizou a realização de grandes eventos de skate no Brasil, além de manter o espaço Chorão Skate Park na cidade de Santos desde 2006.A estreia do Charlie Brown Jr aconteceu em 1997 com o lançamento do álbum "Transpiração contínua prolongada". O trabalhou conseguiu o certificado de disco de platina ao vender mais de 250 mil cópias e tem como singles os sucessos "O coro vai comê", "Proibida pra mim", "Tudo que ela gosta de escutar", "Quinta-feira" e "Gimme o anel".Sempre envolvido em polêmicas, Chorão deu uma bronca no baixista Champingnon em pleno show na cidade de Apucarana (PR) no final do ano passado. "Você voltou [para a banda] por causa de dinheiro", disse, no palco. Poucos dias depois, Chorão compartilhou um vídeo ao lado do baixista comunicando que os dois já haviam feito as pazes.Em 2004, Chorão agrediu Marcelo Camelo, do Los Hermanos, na sala de desembarque do Aeroporto de Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Federal e, mais tarde, processado por Camelo, sendo obrigado a pagar uma indenização por danos morais ao músico carioca.O próximo show da banda estava marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro.


domingo, 3 de março de 2013

Agripino participa da inauguração do 1º Laboratório Público de Reprodução Assistida do Norte e Nordeste


Durante a inauguração do Laboratório Público de Reprodução Assistida, na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), nesta sexta-feira (01), em Natal, o senador José Agripino ressaltou a credibilidade da instituição e comemorou o fato de os beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, que sofrem com a infertilidade, poderem a partir de agora contar com os serviços do centro. 
O Laboratório, que faz parte da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), será o primeiro hospital público federal de reprodução assistida do Norte e Nordeste com atendimento exclusivo a pacientes do SUS. A expectativa é de que a partir da próxima semana sejam atendidos, por mês, 40 casais com problemas de reprodução.




Advogado de Claudia Regina vai recorrer

A prefeita de Mossoró Claudia Regina, que foi cassada na última sexta-feira, recorrerá da decisão judicial. O advogado Humberto Fernandes, que defende a gestora e o vice-prefeito Wellington Filho, também alvo da cassação, confirmou que entrará com dois recursos: junto ao próprio juiz autor da decisão e outro é uma ação cautelar no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte. Nestes dois instrumentos, o advogado também pedirá o efeito suspensivo. Ou seja, que o afastamento da gestora ocorra apenas depois dos recursos serem julgados.Humberto Fernandes ressaltou que no processo de abuso de poder econômico contra gestora não há provas concretas. "Não tem documento, filmagem ou depoimento de eleitor que diga ter recebido recursos da candidata", destacou.
Em entrevista coletiva na cidade de Mossoró, na manhã desse sábado, da qual a TRIBUNA DO NORTE participou via skype, o advogado afirmou que a prefeita foi informada da decisão pelas redes sociais. Outro motivo de "estranhamento" do advogado foi o fato da decisão ter sido gerada fora do horário de expediente. 

O advogado afirmou que ainda não foi notificado da decisão judicial, mas destacou que já estão sendo adotadas "todas as medidas". "Estamos adotando todas as medidas para evitarmos qualquer dano a população, inclusive a decisão que cassa o mandato ainda não foi nem publicada", ressaltou Humberto Fernandes.

Ele disse estar confiante que conseguirá na Justiça o efeito suspensivo da decisão, o que já ocorreu em outros casos semelhantes de tribunais brasileiros.  "Essa decisão é apenas de primeiro grau, a decisão tende a ser reformulada. Confiamos no tribunal", disse o advogado.

Analisando as acusações feitas pela coligação da deputada estadual Larissa Rosado, autora do processo, o advogado da prefeita de Mossoró afirmou que não há qualquer ilícito na participação da governadora Rosalba Ciarlini no palanque da prefeita Cláudia Regina. 

O advogado argumentou que a gestora estadual pediu voto, semelhante ao que fez o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que esteve no palanque da então candidata Larissa Rosado. Ele observou ainda que o deputado federal Romário (PSB-RJ) esteve em Mossoró e pediu voto para Larissa Rosado prometendo "buscar recursos para cidade".

"A governadora Rosalba é uma política, filiada a um partido e pode pedir voto", afirmou o advogado, ressaltando que acredita no efeito suspensivo da decisão já que decisões imediatas devem ficar restritas aos órgãos colegiados.

Ainda durante a coletiva, Humberto Fernandes disse "estranhar"  o fato do processo contra a gestora ter sido julgado antes da ação processo contra a então candidata Larissa Rosado.

A ação proposta pela coligação de Claudia Regina contra Larissa Rosado acusa de abuso de poder político, econômico e midiático. "Temos todo material mostrando as entrevistas dadas pela deputada (Larissa Rosado) e pela mãe (a deputada federal Sandra Rosado). Foi a primeira ação impetrada sobre o pleito de 2012", destacou.

Ao ser questionado sobre a Ação de Investigação Eleitoral que tramita no Tribunal Regional Eleitoral contra Claudia Regina e Wellington Filho, o advogado classificou de "requentada". "Eles juntaram todas as ações que já tinha e colocaram essa requentando", disse o advogado.

O processo, que tem como relator o juiz Verlano Medeiros, faz referência a suposto abuso de poder econômico praticado pela prefeita Claudia Regina, ainda no período eleitoral.

DENÚNCIA

O advogado Humberto Fernandes classificou de situação "atípica e estranha" o fato da decisão judicial ter sido assinada fora do horário de expediente e o fato ser divulgado pelo Twitter de um funcionário do Judiciário. 

O defensor da prefeita Claudia Regina confirmou disse que representará na Corregedoria da Justiça. "A infração ético e administrativa deverá ser apurada pelo Tribunal", ressaltou.

Dilma vai à convenção do PMDB

BRASÍLIA -  Em um esforço para aparar as arestas com a base aliada num momento em que tenta costurar o caminho da reeleição, a presidenta Dilma Rousseff discursou ontem na Convenção Nacional do PMDB, em Brasília, afirmando que a aliança com o PMDB terá "longa vida" e voltou a atacar a oposição, celebrando as conquistas da sua administração."O convite do PMDB pra estar aqui ofereceu oportunidade extraordinária para que nós juntos possamos celebrar essa parceria sólida, produtiva e que sem dúvida alguma terá uma longa vida", discursou a presidenta, sob aplausos, após iniciar o discurso com um cumprimento ao "meu grande parceiro Michel Temer".
A referência a Temer voltou no final do discurso, com Dilma afirmando que deseja "vida longa à nossa aliança, à nossa parceria". "Me dirijo calorosamente ao meu amigo Michel Temer, para agradecer mais uma vez o apoio, a competência, a solidariedade e a  lealdade, essa é uma parceria que muito me honra e quero dizer que nós, juntos, eu e o Temer, vocês, a base aliada, meu partido, PMDB e todos os partidos da base aliada temos esse desafio maravilhoso que é transformar o Brasil", acrescentou.

O afago de Dilma no PMDB ocorre no momento em que o Palácio do Planalto vê cristalizar uma possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República para barrar os planos de Campos, petistas cogitaram inclusive oferecer a ele a vaga de vice de Dilma em 2014.

Reação
Atacando a oposição, Dilma disse que o seu governo fez o que os "adversários políticos, quando puderam, não souberam ou não quiseram fazer". Ao falar de economia, Dilma destacou que a inflação está sob controle e que a indústria começa a dar sinais de recuperação.

"Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perceber, vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia, mais uma vez os que apostam todas as fichas no fracasso do País vão se equivocar. Torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil, em tudo que foi feito, é normal que tenhamos enfrentado interesses divergentes que estavam acostumados ao passado", atacou.

A presidenta disse que, antes, "crises maiores" que a atual "quebravam o Brasil, "levavam o País a bater à porta do FMI (Fundo Monetário Internacional), pedindo de joelhos, recursos e dólares". "Hoje, o País tem 378 bilhões de dólares de reservas, não deve nada a ninguém, olha a todos nos olhos", prosseguiu.

A presença de Dilma na convenção ocorre um dia após a presidenta cumprir uma intensa agenda de eventos no Rio de Janeiro, acompanhada do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes - seus dois maiores aliados peemedebistas na região. PT e PMDB,  no entanto, estão em pé de guerra no Rio, após o senador Lindbergh Farias (PT) se lançar à campanha pelo governo estadual, contrariando os planos do PMDB, que quer emplacar o vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Dilma destacou a parceria com as autoridades do Rio de Janeiro, defendendo que "essa parceria é baseada na capacidade de gestão, também na força e na determinação de transformar". Enquanto a presidenta discursava, populares bradavam gritos de "É união, é união, Dilma, Cabral e Pezão" e "Ô presidenta, por favor: 2014 é Pezão governador".

A presidenta destacou o "empenho e dedicação" dos ministros do PMDB ao seu governo. "Juntos, PMDB, PT e os demais partidos da base aliada fizemos o nosso dever para com o nosso País. Por causa dessa base, desse imenso mercado interno, rompemos com aquela dualidade, visão conservadora que dizia que primeiro a gente tinha de crescer para depois distribuir o bolo, nós, juntos, PT, PMDB e partidos da base aliada, afirmamos, pelo contrário, que quando o bolo é distribuído o País cresce cada vez mais", disse Dilma.

Peemedebistas reafirmam aliança

Em mais um movimento com vistas às eleições presidenciais de 2014, o PMDB reforçou na sua convenção nacional neste sábado a posição do partido de apoiar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, e reafirmou o desejo de reeditar a chapa com Michel Temer como vice-presidente.

Coube à própria Dilma conclamar o PMDB para dar continuidade ao seu projeto. "Eu conclamo o PMDB e sua juventude, suas mulheres, seu parlamentares, suas lideranças e sobretudo sua militância a continuarmos trabalhando juntos, para garantir que o fim da miséria seja só um começo", discursou a presidenta.

Temer também reforçou a necessidade de PT e PMDB continuarem juntos na atual aliança. "(Quero reafirmar a) inafastabilidade dessa aliança que deu certo para o país, que é a aliança PT e PMDB, para salientar que devemos caminhar em 2014 da mesma forma que caminhamos agora para o bem de todo Brasil", disse Temer, que deve ser reconduzido para o comando do partido durante a convenção.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que tem se desentendido com o PT na negociação para sua sucessão em 2014, fez um discurso focado na importância das alianças políticas para o seu governo.

"Insatisfações existem, mas não podemos esquecer que o PMDB ensinou ao Brasil que só se pode fazer realizações com aliança (política). E nós temos uma aliança, é Michel Temer e Dilma Rousseff", afirmou.

Dilma também não poupou elogios a Temer, indicando que ele deve continuar sendo seu vice na chapa de 2014. "O vice-presidente Michel Temer é o grande parceiro que eu poderia ter para as responsabilidades de governar o país...", disse Dilma em discurso.